sexta-feira, 25 de maio de 2012

Dica final: Equipamentos




           Bem amigos do Nóis Pedala, eis-nos aqui para a derradeira e última dica a nossos fãs. Equipamento. Pois é, o toque agora é sobre o que levar  para a corrida. E quando falamos sobre equipamentos, o primeiro abacaxi a descascar é o problema do peso, óbvio. Mas de que peso exatamente estaríamos falando? O da bike? O do biciclista? Não, senhores, referimo-nos ao peso da consciência. Nada é pior do que correr com aquela sensação, muito comum em longas viagens, do putz! esqueci alguma coisa! De um simples secador de cabelos a um filho, ao pôr o pé na estrada nos lembramos de que falta algo dentro do carro. É desse peso que vos falo. Do peso de você, durante a prova, lembrar: Caraca! Esqueci a bicicleta! – é claro que esse é um exemplo extremo, que só poderia acontecer com a minha irmã, mas foi utilizado com a finalidade didática de advertir para o fato de que ninguém consegue se concentrar plenamente ruminando a própria amnésia durante a pedalada.


Excesso de peso, especialmente na consciência compromete a aderência

         Portanto, queremos deixar bem claro que muito mais importante do que o peso dos acessórios é o peso do esquecimento. O que nos leva a recomendar com veemência dez ou quinze quilos a mais de peso gravitacional no lugar de um só grama do peso psicológico.


Fúlvia, tá aí uma boa dica pra vc não esquecer mais nada


Isto posto, passemos às quinquilharias essenciais do competidor de alto nível. O primeiro apetrecho que muitos esquecem é o machado. Excelente para quando aquela árvore cai, ou para quando aquela porteira aparece bem ali à sua frente. Quando há um obstáculo de madeira, um machado é sempre um achado. Tenho dito.


Machado


O segundo e não menos essencial acessório indispensável são os manguitos. Leve de 6 a 9 manguitos numa mochila. Deliciosos e nutritivos, manguitos – mangas pequenas – não podem faltar à sua dieta. Mas atenção: se levar as mangas, evite pôr leite na mochila de hidratação! Trata-se de uma mistura folcloricamente perigosa, você já sabe por quê. Agora, se inadvertidamente, você misturá-los, prefira Camélia a Neve, que, menos absorvente, exige do corredor maior empenho na higienização do movimento central, atrasando sua corrida.

Manguitos


Falando em paradinhas fisiológicas, passemos ao item 3 da lista. Como todos sabemos, andar de bike é definitivamente um verdadeiro tesão. E essa experiência tesônica pode ser intensificada na medida em que o atrito bermuda acolchoada/selim promove uma cocegazinha íntima bem ali na parte de trás da mochilinha de desidratação, aquela mesma que guardamos dentro da bermuda. Prolongada, muitas vezes, pelo estimulante trepidar da bicicleta, a tal cócega pode durar, dependendo da corrida de 3 a 5 horas, o que não é nada saudável para o corredor, uma vez que parte do sangue que devia ser utilizado para irrigar os músculos das pernas acaba canalizado para o meio delas. Não, não se assanhe, inocente leitor, você ainda não virou mocinha, estamos falando de um fenômeno peculiar à sexualidade masculina. Retomemos. Para alguns atletas, a intumescência referida gera apenas um pequeno desconforto, já para nóis do NP, o problema chega a ser volumosamente constrangedor. Bom, por isso tudo é que o Nóis Pedala, por experiência, recomenda: leve sempre consigo uma revista masculina para a prova. É, sugerimos a masculina, mas é óbvio que você pode levar a de sua preferência, não queremos nos meter nisso, não mesmo. Ah, e muito cuidado ao aliviar-se durante a prova. Lembre-se, você não está acostumado a fazer isso de luva, um descuido e spléft nela. Fique muito atento, especialmente se você ainda tem alguma barrinha de cereal ou gelzinho para abrir...

Cultura: indispensável e urgente


            Item 4. Sim, senhores, é sabido que toda a corrida de MTB que se preza passa por um riozinho, não sei direito por que, mas lá no fundo do coração dos caras que traçam rotas de provas mora a clara evidência de que se fizerem todo mundo passar por um riozinho que seja, sua corrida será radical pra cacete. Talvez uma sondagem freudiana mais profunda relacionasse o binômio água/dificuldade com algum trauma na infância deles relacionado à aversão a banhos ou coisa que o valha. Enfim, o fato é que, inebriados de cega empolgação, a esses roteiristas escapa um detalhe nevrálgico: esquecem-se de que nem todos os atletas sabem nadar. Alguns têm mesmo até um certo receio, como diria um amigo nosso, de água. Nosso quarto item guarda então estreita relação com a supracitada adversidade: Leve boinhas de braço. Sim, caro amigo, podem ser ridículas, mas você há de convir que  na iminência de um afogamento (o que seria ainda mais vexatório) a estampa do Bob Esponja ou da Minie não fará qualquer diferença. E depois outra, você pode customizar suas boinhas. Cole os adesivos do Big Biker nelas, sei lá, sujem-nas de graxa para dar um ar blasé. Há lojas que vendem versões camufladas delas. Eu mesmo, quando era pequeno, tive uma do G.I. Joe. É questão de pesquisar. Agora, um senão: boinhas atrapalham a aerodinâmica do ciclista podendo em casos extremos de down hills velozes, inclusive, decolá-lo. A fim de que sejam evitados transtornos dessa natureza, a sujestão é simples: Saia com as boinhas murchas presas ao braço e infle-as durante a subida. Assim, além de você manter-se seguro, vai evitar a emissão de parte de seu CO2 na atmosfera, mostrando ainda seu lado ecológico e consciente.


Modelo Batman da coisa, irado



Enfim, tá aí, gente boa, o que tínhamos para esta etapa do Big. Nossa seção de dicas para corridas se encerra aqui. Esperamos que todos sigam o passo-a-passo de nosso guia para extrair o máximo de suas incipientes carreiras e não se esqueçam do machado, dos manguitos, da revista e das boinhas de braço. Força, Nilson! Fiquem com o ‘até logo gostoso’ que só a gente sabe dar. Semana que vem você lerá como foi a vitória do Nóis Pedala aqui mesmo no blog ou nos melhores periódicos esportivos da região. See you latter, dear bikers, see you latter and let it be.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Entrevista: Daval Pinheiro

Daval na vaca -  2011


              Daval Pina Pinheiro, nasceu em Campos do Jordão, SP, em 30 de novembro de 1975. Casado, é pai de duas filhas e três bikes. Mora em Tremembé com Maria Elisa, em quem cogita fazer mais um filho. Tem uma cadela chamada Capitu, que adora roer os sensores do Cateye. Trabalha todo dia de bicicleta. Cozinha para a esposa e para a secretária do lar, Leandra, que também trabalha de bicicleta. É professor e, como tal, não pode comprar as bicicletas que deseja. Pesa atualmente 69 kg, sendo o mais magro, macho e bonito integrante do Nóis Pedala MF. Costuma ter pouco orgulho e aceita de bom grado todo tipo de equipamento usado que Flávio e Dalmo lhe oferecerem. Precisa atualmente passar pra frente seu carro, um Fiesta 2005 flex, que, dentre outros problemas, não tem calhas para transportar bikes.

   1.      O que você recorda da primeira bicicleta?

Minha primeira bike eu considero a Berlineta, da Caloi. Foi uma bicicleta usada que minha prima Valéria me deu. Eu devia ter uns 11, 12 anos. Lembro que com ela eu fui fazer minha primeira trilha, até uma bica d’água que havia atrás do Ginásio Esportivo em Campos do Jordão. Como eu aprendera andar de bike naquela mesma semana evidentemente caí, abri o joelho e guardo a cicatriz até hoje. Foi lindo.


Berlinetinha 1985. Minha primeira bike sem rodinhas, meu primeiro tombo, meu primeiro tétano.



   2.      Como e quando foi o grande momento em que seu coração começou a bater mais forte  por uma bicicleta?

Foi quando meu irmão mais novo, o Gualmo, ganhou uma bike Aluminum da Caloi. Ter uma bike de alumínio equivalia hoje a ter uma de carbono. Bateu uma inveja saudável, de modo que eu tinha duas opções: ou pedir uma bicicleta melhor para minha mãe, ou quebrar a dele. Fiquei com a opção 1. Após fechar com minha mãe um contrato abusivo, no qual eu me comprometia a arrumar a cama logo cedo durante um ano, ganhei uma Caloi Itália, com grupo Gipieme. O diferencial da bike era a pintura de seu quadro. Todo mundo babava.

           
   3.     Qual sua cor preferida?
            Pula.

   4.      É verdade que aos 17 anos, sua mãe surpreendeu-o no banheiro se masturbando enquanto folheava uma revista de bicicletas importadas?
Mais ou menos. Não se tratava de revista de bike importada, era uma propaganda de 1989 da Cecizinha rosa.

Cecizinha hard-core

Cecizinha Barbie rosa - Gostoooosa

Cecizinha menininha - mas aí já tô fora porque pedofilia é crime


   5.      Papai e mamãe. Como reagiram? Aprovaram o namoro ou pensaram ser apenas mais uma perversão púbere?

Não, mamãe achou que era uma revista de mulher pelada, o que me deixou bastante aliviado na hora e me fez ganhar alguns potinhos com papai. Eles jamais suspeitaram que era uma Ceci, se pensassem nessa possibilidade teriam dado um jeito na minha biciclossexualidade.

   6.      Como sabemos, nos relacionamentos, nem tudo são flores, qual foi a maior traição que uma de suas bicicletas aprontou com você?
   
      Well men, minha bike tem consciência ecológica, entende?  Então um belo dia, quando eu voltava de um pedal, um gatinho branco junto ao meio fio resolveu atravessar a rua bem quando eu passava... A bike refugou e acionou automaticamente os freios bem no momento  em que o gato estava embaixo do pneu da frente, o que causou a projeção deste que vos escreve para dois ou três metros adiante. Tive uma avaria no cotovelo e uma lesão mais grave no guidão. E o gato? Então, o gato já disse: “sofri uma avaria no cotovelo...”


   7.      Ciúme. O assunto agora é ciúme: Como você faz para adminstrar a conflituosa relação entre uma esposa e sua bicicleta? Como evitar que a bike sofra?

       Olha, em uma situação de conflito de interesses entre as partes, o que não é incomum, lógico que quem mais sofre é a bike. Sofre porque ela é mais sensata, compreensiva, costuma ceder mais vezes e dorme lá fora. Minha mulher, embora reclame bastante dessa relação, vive cheia de privilégios, como dormir dentro de casa, lavar minhas roupas de ciclismo e ter muito mais acessórios que a bicicleta. Definitivamente não há uma relação igual entre as partes e o ciúme corrói minha bike como ferrugem. Veja só: quantos banhos minha esposa já deu em nossa filha? E em minha bike? Nunca ela passou sequer um paninho nela... Não é fácil, magoa a gente...

Bike e mulher. A gente monta na bike e a mulher quer montar na gente.


   8.      Se você deixa o Maurício pôr a mão na sua bike, que é Sua Bike, por que você jamais deixou homem algum pôr a mão em sua esposa? Não se trata de incoerência de sua parte?

         Incorência nenhuma. Tudo é uma questão de adequação. O Maurício mexe na bike porque ele tem as ferramentas certas, eu não terceirizo a manutenção da patroa pois só eu tenho A Ferramenta... Ela até me deu essa camiseta, que eu, constrangido, uso como pijaminha aqui em casa... sabe como é....

Pijaminha


   9.      Numa relação íntima, muitas vezes, mesmo sem querer, somos nós os respónsáveis por pisar na bola. Qual foi a maior cagada que você fez contra sua bike?
            Ter casado. Sinto que ela nunca superou esse trauma.

  10.  Sabemos que o casamento exige muitas renúncias e que, mesmo amando, não é uma coisa fácil andar dia-a-dia juntos, então, qual é o seu segredo para manter um relacionamento fiel e harmonioso com sua bike?

Sempre sussurro ao pé da manopla pra ela quando as coisas andam difíceis aqui em casa: “O jeito é dar uma fugidinha com você.” Trepo na bike e num ambiente bucólico, cercados pela mãe natureza, lubrifico toda a relação. Dá sempre certo. Voltamos pra casa sempre dispostos a perdoar àquelas que nos ofenderam.


Eu, cansado, após o treino




quinta-feira, 17 de maio de 2012

Série Entrevistas




              Estava mais do que na hora de mostrarmos a cara aqui nesse blog. Embora coadjuvantes - o assunto principal aqui é a bicicleta - entendemos que expor um pouquinho de nossa intimidade não faria mal a ninguém, então aí vai: Com vocês a série: Os homens por trás dos músculos e dos títulos: o Nóis do Nóis Pedala. Com entrevistas exclusivas com a trindade sagrada do pedal: Flávio, Daval e Dalmo. 

Entrevista 1: Dalmo Pinheiro


Dalmo e Mê. Passeio numa linda tarde de outono
no Horto Florestal de Campos do Jordão


           Dalmo Pina Pinheiro é oftalmologista e bon-vivant, tem 34 anos e trabalha no Rio de Janeiro, Campos do Jordão, Taubaté e Resende. Anda de bicicleta desde que aprendeu. Comprou sua primeira bike assim que seus pais lhe deram dinheiro na remota década de 90. Está em vias de se casar, mas recentemente comprou mais uma bicicleta. Há dois anos mantém-se discretamente acima do peso. É pai de uma Merida Matts-40 e uma Soul Ventana, ambas bem pretinhas. Dalmo, um homem família, é o relações públicas do Nóis Pedala e atual cinegrafista da equipe. De jeito bonzinho e ar amistoso, Maçãzinha, como já foi chamado pelo professor Isac, jamais revelaria esse apelido aqui se tivesse escrito sua própria biografia como eu pedi.


1.      O que você recorda da primeira bicicleta?

Lembro-me de  quando uma vez fui encher o pneu no posto do meu pai, o Otacilio, o frentista mais baiano que Campos do Jordão já conheceu, exagerou e quando cheguei em casa o pneu estourou. Daí veio o meu cagaço de calibrar pneus até hoje.

2.      Como e quando foi o grande momento em que seu coração começou a bater mais forte  por uma bicicleta?

Foi pela bike Caloi crack do Xande, meu vizinho. Ela morava do lado de casa e sempre via o Xande montado nela.

Aqui a supra-referida bicicleta e o décimo mandamento:
"Não cobiçarás a mulher do próximo"


3.      Papai e mamãe. Como reagiram? Aprovaram o namoro ou pensaram ser apenas mais uma perversão púbere?

Não, eles não aprovaram porque isso era cobiçar a bike alheia.

4.       Qual sua cor preferida?

A cor-rida

5.      É verdade que aos 17 anos, sua mãe surpreendeu-o no banheiro se masturbando enquanto folheava uma revista de bicicletas importadas?

Não, eu sempre deixei a porta trancada.

6.      Como sabemos, nos relacionamentos, nem tudo são flores, qual foi a maior traição que uma de suas bicicletas aprontou com você?

Minha Caloi Aluminum, que Deus a tenha, me derrubou numa montanha de esterco no Tarundu. Fiquei me sentindo uma merd...

Dalmo na merda, anos depois, numa relação amorosa conturbada
ele voltaria a se sentir do mesmo modo.


7.      Ciúme. O assunto agora é ciúme: Como você faz para adminstrar a conflituosa relação entre sua pré-noiva e sua bicicleta? Como evitar que a bike sofra?

Às vezes elas se estranham mas acabam aceitando uma relação declaradamente poligâmica.

8.      Se você deixa o Maurício pôr a mão na sua bike, que é Sua Bike, por que você jamais deixou homem algum pôr a mão na dona Cibele? Não se trata de incoerência de sua parte?

Não vejo como incoerência, a prevenção ginecológica é natural e sensata nos dias de hoje.

9.      Numa relação íntima, muitas vezes, mesmo sem querer, somos nós os respónsáveis por pisar na bola. Qual foi a maior cagada que você fez contra sua bike?

Foi abandoná-la durante a época de faculdade.

10.  Sabemos que um relacionamento amoroso exige muitas renúncias e que, mesmo amando, não é uma coisa fácil andar dia-a-dia juntos, então, qual é o seu segredo para manter um relacionamento fiel e harmonioso com sua bike?

Muita compreensão e um serviço bem feito, nem que seja apenas nos fins de semana.

Dalmo confessou que aplica a mesma técnica da resposta
anterior ao relacionamento interpessoal com pessoas. Quer
dizer, com um pessoa só, pelo que me consta.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Nóis News

Contusão e pindaíba desfalcam equipe Nóis Pedala no Big Biker Taubaté


O joelho esquerdo do atleta em tratamento


                    Taubaté - SP. Buemba: Flávio Augusto de Carvalho não vai mais correr o Big Biker etapa Taubaté este ano. A noticia foi confirmada há duas semanas e chega agora aos leitores do blog. Os motivos alegados pelo atleta de 37 anos foram o recrudescimento de uma antiga lesão no joelho esquerdo e complicações filho-econômicas. Após a divulgação da notícia, os organizadores do evento cogitaram cancelar a prova, mas devido a compromissos prévios firmados com patrocinadores o evento foi mantido. 

                     A baixa causou consternação entre atletas e funcionários do Big Biker, alguns deles mais próximos do diretor-executivo da prova afirmam tê-lo visto chorando amargamente no cantinho.


Choro no cantinho do diretor-executivo flagrado por fotógrafo do Nóis Pedala


                     Tabloides sensacionalistas desconfiam, no entanto, de duas coisas. A primeira é de um racha dentro do Nóis Pedala. Numa entrevista concedida há cerca de um mês, Flávio Augusto apresentou grande irritação com o carinho das fãs dispensado unicamente a Daval - que, diga-se de passagem, é muito bem casado e nem liga para essas coisas, Amor. Flávio teria dito que "há uma grande diferença entre ter um corpinho sarado e gostoso e ter um bom desempenho  nas corridas" - aludindo provavelmente ao co-fundador da equipe e sócio, Daval Pinheiro.
                     Ao ser indagado sobre as ponderações pseudo-afetivas de Flávio, Daval desconversou: "Fico lisonjeado ao saber que meu amigo admira a virilidade e contornos bem definidos de um corpo bem desenhado, no mais não acho que ele tenha dito o que disse. Isso é falta de assunto de jornalistas desocupados. Coisa de gentinha que quer aparecer, pegar carona no sucesso ou na desgraça os outros..."
                     Dalmo também atribui a declaração de Flávio Augusto ao sensacionalismo da imprensa marrom. "A corrida, sem o Flávio, perde em competitividade, em emoção e beleza, mas não há nada de errado entre nós"- afirmou, pondo, como sempre, panos quentes no local.



Rick, emocionado, deu forças ao
colega: "Força, Flá, vc supera isso!"


O desespero toma conta da torcida do Flá.


Ídolo das crianças, Flávio Augusto
 decepciona fãs mirins em todo o Brasil



                     Foi cogitada ainda a possibilidade da aposentadoria precoce do ídolo, o que não passa também de mera especulação irresponsável, de boatos infundados plantados para desestabilizar o grupo na véspera da corrida.
                    "Embora o Flávio já não esteja mais na flor da idade, o cara ainda dá um caldo. Não interessa se ele é coroa, ou se está um pouco acima do peso ideal - se é que ele está. O Flávio é o cara e tem lindos planos junto com o Nóis Pedala" - afirmou Daval, um tanto chateado com a decisão do contundido colega.

                      Em homenagem ao amigo ferido, o Nóis Pedala correrá o Big Biker com uma faixa preta no braço e fará um minuto de silêncio antes da largada. 


Eu disse no braço! que merda!

                      Daval e Dalmo prometem vencer a corrida e dedicar o título ao amigo machucado, numa homenagem comovente porém sincera e doce.


PS: Como não queremos ver os leitores desse blog decepcionados com o que podemos oferecer de melhor a vocês, cliquem aqui


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dica 5: O Poder da Mente

Emaginação = Melhor Corrida ao quadrado

                
               Muitos navegantes têm nos perguntado qual o segredo de nosso ciclossucesso, well, ladies and gentleman, tudo na vida, como vocês mesmos sabem, é uma questão de poder da mente. O segredo para uma grande prova não está apenas na força bruta e irracional das coxas que empurram freneticamente os pés contra os pedais. Pelo contrário, pedalar é uma atividade cerebral, quase filosófica. O ciclista autêntico é um animal cefalo-pérnico. Pedalar, qualquer energúmeno pedala. Agora, trabalhar uma corrida no córtex pré-frontal é para poucos, meus caros, é para bem poucos.
            Um exercício que recomendamos para você, catecúmeno leitor, é a imersão numa realidade paralela. E explicamos o que vem a ser isso: Imergir na realidade paralela é um truque para enganar a mente e extrair dela uma melhor resposta para o desempenho máximo durante uma corrida. Conhecida também como masturbação psicológica, a técnica consiste em você mentalizar uma situação de sucesso pregresso e aplicá-la a presente realidade. Vamos ver como isso funciona na prática:




Faça como o meigo felino logo aí em cima: mentalize sua fúria.




            Pense na última corrida que você venceu, nos milhões de concorrentes deixados para trás; pense na sua velocidade, no seu objetivo. Pense grande. Lembre-se de sua última grande vitória! O recurso a seguir é infalível: Você é um espermatozóide! Sim, ignaro leitor, se você não ganhou corrida nenhuma não há desculpas, essa você venceu! Traga à memória o que lhe pode trazer esperança, já dizia o profeta bíblico. Você não é mais um porra nenhuma nesse Big Biker da vida. Você é O esperma, O cara! A largada é um saco, o primeiro subidão é o canal peniano, que você transpõe em alta velocidade. (imagine, no caso de subidas, um coito em pé!) Você escala esse desafio com a fluidez de um Michael Phelps. Girino é a mãe! Não deixem que te ofendam durante a prova! Nade, pedale. Você está predestinado a fecundar o óvulo da vitória. Corra, antes que um FDP chegue antes de você e engravidde sua mãe. Lembre-se de que você pode nem nascer se perder essa corrida! Pedale, resista, exista!



            É o que você quer? Que alguém engravide sua mãe?! Pense bem! Engravide você a sua mãe! Quer dizer, não, não pense nisso, esqueça essa parte, pule, continue pedalando! Grite alto durante a prova: Vou nascer! Vou nascer! Vou nascer! Cerre os dentes. Sinta o gozo da vitória que te empurra no rumo certo! Pedale fundo! Concentre-se no gameta. Ga-me-ta, palavra perfeita para sua motivação: hibridismo da língua formado pela aglutinação dos vocábulos ‘game’ (jogo, em inglês) e ‘meta’ (objetivo, alvo, em latim arcaico). Seu game tem uma meta, sua corrida tem o pódium. Portanto corra para emprenhar a vitória. Erga esse capacete cabisbaixo, arregace os manguitos, morda com ódio essa barrinha de cereais, mastigue a embalagem do Carb-up até sair a última gotinha, grite, xingue, urre! Você é um rompedor, um espermatobiker! Fuck the mountains! Fuck the game, tá! 



Jürgen Hankobank, Oslo, Noruega: "Agradeço ao Nóis Pedala a dica, até montei um protótipo para treinar a mente: o espermobike."


           Sim, prestimoso leitor, essa masturbação psicológica pode te dar forças para vencer. Tenha isso em mente: quando você não era porra nenhuma, você ganhou a corrida da sua vida. Imagine agora que você disputará apenas um Big Biker! Vai ser fácil, fácil.